Resumo
A pesquisa realizada apresenta as metodologias socráticas, sofistas, instrutoras e emancipadora com relação ao ensino EAD.
A metodologia de Sócrates era realizada em pequenos grupos e através do dialogo onde o mestre estimula aprendizagem e o aluno busca o saber. De acordo com Sócrates todos possuem o saber, mas estão distanciados dele e só precisa de alguém para reaproximar o saber.
A metodologia sofista apresenta um mestre como dono do saber e só ele detém o conhecimento.
Lacan ignora o mestre e defende em sua teoria que podemos aprender sem o mestre e que o conhecimento só depende do esforço de cada um de nós para aprender.
Jacotot acredita que cada pessoa é capaz de construir seu próprio conhecimento através da emancipação.
Observamos durante a pesquisa que todas essas metodologias têm a ver com a EAD ao apresentar o mesmo objetivo que é o de transmitir o conhecimento, mas a que mais se aproxima da metodologia EAD é a Socrática, onde o tutor está presente para estimular, orientar e organizar nossos estudos, pois cada um é capaz de aprender por si próprio.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Teoria Lacaniana e a EAD
Acompanhamos como Sócrates vai a busca do saber verdadeiro. Como ele aborda a relação entre o saber e verdade procurando sair da função dominadora do mestre. Na interpretação do psicanalista Jacques Lacan diz que ainda é possível perceber as intervenções do mestre. Sócrates confia na solução dos problemas do homem através do conhecimento racional. Lacan, por outro lado, tem outro pressuposto, de origem inconsciente. Lacan utiliza o imaginário e o simbólico, apreendendo-o em partes, através da linguagem que se estrutura no inconsciente. Assim, Sócrates e Lacan, com suas descobertas, auxiliaram os homens na busca do saber e da verdade.
O psicanalista Jacques Lacan produz o seu saber sobre o tema e apresenta uma crítica a Sócrates. Falando da reminiscência com a relação a ela dita, diz que é o despertar no sujeito que explica a passagem da ignorância ao conhecimento. O comentário de Lacan sobre o episódio do escravo refere-se ao engano que este comete, quando tenta achar a verdade sobre a duplicação da superfície de um quadrado.
Para Lacan, a partir do momento em que se parte do mundo simbólico emerge, cria o seu próprio passado, mas não no mesmo nível intuitivo.
Lacan coloca a origem de toda a realidade do pensamento no inconsciente, que vai se manifestar, num certo momento, junto às formas de proceder do sujeito. Lacan, retornando a Freud, restaura a barra divisória entre o saber e a verdade. Ele atribui à verdade o estatuto de um acontecimento atrelado ao campo da linguagem e anuncia que a verdade é contrária à astúcia da razão. Devemos entender o motivo que leva Jacques Lacan a considerar Sócrates um mestre que oferece elementos de raciocínio ao escravo, que não teria condições de chegar, sozinho, ao desenvolvimento esperado.
Na escola Lacaniana, o cartel constituído de pequeno grupo de pesquisa é fundamental no desejo de cada um dos participantes. Em meio aos movimentos de 1964, Jacques Lacan escreve o Ato de fundação de sua Escola de Psicanálise, expondo os seus princípios. Lacan deixa claro que o princípio adotado para a execução do trabalho da Escola é o de “uma elaboração sustentada num pequeno grupo”, dando, em seguida, as coordenadas deste pequeno grupo, o cartel.
O Cartel, sendo o dispositivo próprio para o trabalho de base da Escola, tem como objetivo principal manter viva a causa analítica através da execução de um trabalho que deve ter o seu produto, um “produto próprio de cada um”.
Seguindo o modelo lacaniano, o trabalho será executado em pequenos grupos, cada um deles composto de 3 pessoas, pelo menos, cinco ao máximo, e sendo quatro a medida certa, Mais UMA. O cartel consiste num pequeno grupo de pessoas que se reúne em torno de um tema e apresenta características próprias, entre elas a maneira de organização circular de trabalho. Neste sentido contraria a tradição escolar, na qual prevalece, como aponta Jacques-Alain Miller, que se apóia na identificação imaginária do líder. Dessa forma, haveria nesse tipo de curso, uma hierarquia em que o serviço prestado seria capitalizado para o acesso a um grau superior.
O produto do Cartel é fruto de um trabalho que tem responsabilidade de suportar e restaurar “a lâmina cortante da verdade do campo aberto por Freud”, sustentado pela transferência de trabalho.
O orientador é mais um entre os aprendizes. Essa é uma posição que todo professor deveria buscar, principalmente o tutor, em Educação Aberta e a Distância, para não perder o seu próprio lugar, nem sua referência. A produção do trabalho de orientação acadêmica é a produção de cada um dos aprendizes. A essência do processo de aprendizagem em EAD se dá por meio de rede de aprendizagem. No momento em que o professor está produzindo o material ele está sendo o orientador. A produção em EAD não tem dono, não é de ninguém, pertence a todo o conjunto.
O psicanalista Jacques Lacan produz o seu saber sobre o tema e apresenta uma crítica a Sócrates. Falando da reminiscência com a relação a ela dita, diz que é o despertar no sujeito que explica a passagem da ignorância ao conhecimento. O comentário de Lacan sobre o episódio do escravo refere-se ao engano que este comete, quando tenta achar a verdade sobre a duplicação da superfície de um quadrado.
Para Lacan, a partir do momento em que se parte do mundo simbólico emerge, cria o seu próprio passado, mas não no mesmo nível intuitivo.
Lacan coloca a origem de toda a realidade do pensamento no inconsciente, que vai se manifestar, num certo momento, junto às formas de proceder do sujeito. Lacan, retornando a Freud, restaura a barra divisória entre o saber e a verdade. Ele atribui à verdade o estatuto de um acontecimento atrelado ao campo da linguagem e anuncia que a verdade é contrária à astúcia da razão. Devemos entender o motivo que leva Jacques Lacan a considerar Sócrates um mestre que oferece elementos de raciocínio ao escravo, que não teria condições de chegar, sozinho, ao desenvolvimento esperado.
Na escola Lacaniana, o cartel constituído de pequeno grupo de pesquisa é fundamental no desejo de cada um dos participantes. Em meio aos movimentos de 1964, Jacques Lacan escreve o Ato de fundação de sua Escola de Psicanálise, expondo os seus princípios. Lacan deixa claro que o princípio adotado para a execução do trabalho da Escola é o de “uma elaboração sustentada num pequeno grupo”, dando, em seguida, as coordenadas deste pequeno grupo, o cartel.
O Cartel, sendo o dispositivo próprio para o trabalho de base da Escola, tem como objetivo principal manter viva a causa analítica através da execução de um trabalho que deve ter o seu produto, um “produto próprio de cada um”.
Seguindo o modelo lacaniano, o trabalho será executado em pequenos grupos, cada um deles composto de 3 pessoas, pelo menos, cinco ao máximo, e sendo quatro a medida certa, Mais UMA. O cartel consiste num pequeno grupo de pessoas que se reúne em torno de um tema e apresenta características próprias, entre elas a maneira de organização circular de trabalho. Neste sentido contraria a tradição escolar, na qual prevalece, como aponta Jacques-Alain Miller, que se apóia na identificação imaginária do líder. Dessa forma, haveria nesse tipo de curso, uma hierarquia em que o serviço prestado seria capitalizado para o acesso a um grau superior.
O produto do Cartel é fruto de um trabalho que tem responsabilidade de suportar e restaurar “a lâmina cortante da verdade do campo aberto por Freud”, sustentado pela transferência de trabalho.
O orientador é mais um entre os aprendizes. Essa é uma posição que todo professor deveria buscar, principalmente o tutor, em Educação Aberta e a Distância, para não perder o seu próprio lugar, nem sua referência. A produção do trabalho de orientação acadêmica é a produção de cada um dos aprendizes. A essência do processo de aprendizagem em EAD se dá por meio de rede de aprendizagem. No momento em que o professor está produzindo o material ele está sendo o orientador. A produção em EAD não tem dono, não é de ninguém, pertence a todo o conjunto.
Discorrendo sobre o modelo Socrático e a EAD
Adentrando no assunto a discorrer, encontram-se muitas vertentes apresentadas nos textos. Esperamos que possamos apontar pelo menos um pouco do que defende o grande Mestre Sócrates. A reflexão inicial se fundamenta no legado que se encontra no diálogo de Menos de Platão. A partir do diálogo, pode-se trabalhar a questão relativa ao que se pode ensinar e aprender, observando o paradoxo segundo o qual é impossível ensinar algo que o outro já não saiba. Com base nesse paradoxo, podemos perguntar sobre os princípios do processo de aprendizagem. .
Esse contexto pode apresentar elementos para a abordagem da metodologia do EAD, na medida em que a metodologia apresenta uma proposta educativa que se afasta daquela contemplada no ensino tradicional.
Através do diálogo não com grandes assembléias, porque nos grupos, em geral um de cada vez. No momento em que o interlocutor assinalava o conhecimento, o diálogo terminava. Esse método, denominado Maiêutica, era dividido em três momentos. Partia de uma negativa, utilizava da ironia, questionando o conhecimento do interlocutor, para produzir um novo saber.
Alunos como somos, entendemos que a metodologia EAD se aproxima da postura de Sócrates, temos que estar dispostos a aprender.
Sócrates conseguiu oferecer à problemática da essência humana um significado novo. A alma, para Sócrates, coincide com a nossa consciência pensante e operante, nossa razão e com a sede da atividade pensante e eticamente operante.
Sócrates se preocupa com o homem virtuoso e com necessidade de conhecimento, e a relação com a natureza dá-se na dimensão do que é útil. Sócrates, ao se posicionar frente ao seu interlocutor, transforma o discurso sofístico de caráter monológico e inicia a possibilidade do diálogo. Não se considera o dono do saber, dialoga com o seu interlocutor, não ensina, suscita dúvidas, sem oferecer respostas prontas.
A segunda parte do método é marcada pela ironia. Essa dissimulação leva o interlocutor a uma contradição, despertando-o para outra realidade do conhecimento, até então insuspeito. Esta é a máscara com a qual Sócrates se fingia ignorante. Sócrates leva o interlocutor a reconhecer sua própria ignorância e, a partir daí, tendo forçado o interlocutor a produzir o saber, o questiona a ponto de atordoá-lo.
O diálogo de Menon é exemplar na demonstração do método socrático. Sócrates expõe seu pensamento sobre a unidade essencial de todas as virtudes. Analisa e critica sucessivamente. Afirma que caindo ele próprio em aporia, faz, também, caírem os outros. Porém, após afirmar saber o que é virtude, ele se expõe a procurar, junto com Menon, o que seria a virtude.
Sócrates tenta uma saída de aporia sugerindo que o aprendizado seria como uma rememoração, e que o conhecimento seria como um reconhecimento. Sócrates dialogo com um escravo de Mênon, a quem fez reencontrar os fundamentos da geometria, que ninguém ainda havia ensinado. Prossegue suas perguntas, retornando a argumentação para a reminiscência, concluindo com suas exposições que estas são as opiniões verdadeiras. Analisa as condições hipotéticas para que a virtude possa ser ensinada. Dialoga com Anito, e para este a virtude é ensinada por todos os cidadãos virtuosos. Concluindo diz que a virtude é um dão de Deus. O problema que persiste é o de saber de onde vem a virtude. Para Sócrates, apenas uma forma de conhecimento pode dirigir proveitosamente a conduta do homem. A opinião verdadeira.
Esse contexto pode apresentar elementos para a abordagem da metodologia do EAD, na medida em que a metodologia apresenta uma proposta educativa que se afasta daquela contemplada no ensino tradicional.
Através do diálogo não com grandes assembléias, porque nos grupos, em geral um de cada vez. No momento em que o interlocutor assinalava o conhecimento, o diálogo terminava. Esse método, denominado Maiêutica, era dividido em três momentos. Partia de uma negativa, utilizava da ironia, questionando o conhecimento do interlocutor, para produzir um novo saber.
Alunos como somos, entendemos que a metodologia EAD se aproxima da postura de Sócrates, temos que estar dispostos a aprender.
Sócrates conseguiu oferecer à problemática da essência humana um significado novo. A alma, para Sócrates, coincide com a nossa consciência pensante e operante, nossa razão e com a sede da atividade pensante e eticamente operante.
Sócrates se preocupa com o homem virtuoso e com necessidade de conhecimento, e a relação com a natureza dá-se na dimensão do que é útil. Sócrates, ao se posicionar frente ao seu interlocutor, transforma o discurso sofístico de caráter monológico e inicia a possibilidade do diálogo. Não se considera o dono do saber, dialoga com o seu interlocutor, não ensina, suscita dúvidas, sem oferecer respostas prontas.
A segunda parte do método é marcada pela ironia. Essa dissimulação leva o interlocutor a uma contradição, despertando-o para outra realidade do conhecimento, até então insuspeito. Esta é a máscara com a qual Sócrates se fingia ignorante. Sócrates leva o interlocutor a reconhecer sua própria ignorância e, a partir daí, tendo forçado o interlocutor a produzir o saber, o questiona a ponto de atordoá-lo.
O diálogo de Menon é exemplar na demonstração do método socrático. Sócrates expõe seu pensamento sobre a unidade essencial de todas as virtudes. Analisa e critica sucessivamente. Afirma que caindo ele próprio em aporia, faz, também, caírem os outros. Porém, após afirmar saber o que é virtude, ele se expõe a procurar, junto com Menon, o que seria a virtude.
Sócrates tenta uma saída de aporia sugerindo que o aprendizado seria como uma rememoração, e que o conhecimento seria como um reconhecimento. Sócrates dialogo com um escravo de Mênon, a quem fez reencontrar os fundamentos da geometria, que ninguém ainda havia ensinado. Prossegue suas perguntas, retornando a argumentação para a reminiscência, concluindo com suas exposições que estas são as opiniões verdadeiras. Analisa as condições hipotéticas para que a virtude possa ser ensinada. Dialoga com Anito, e para este a virtude é ensinada por todos os cidadãos virtuosos. Concluindo diz que a virtude é um dão de Deus. O problema que persiste é o de saber de onde vem a virtude. Para Sócrates, apenas uma forma de conhecimento pode dirigir proveitosamente a conduta do homem. A opinião verdadeira.
EDUCAÇÃO EMANCIPADORA
A educação emancipadora é um processo de aprendizagem, onde o professor atua como o orientador, Nesta metodologia o professor não é o dono do saber que transmite seus conhecimentos e comanda o processo de aprendizagem mas aquele conduz os alunos a buscar o conhecimento.
Podemos observar que nas propostas educativas de Jacotot, promulgada por Raniceri no seu livro: O MESTRE IGNORANTE: cinco lições sobre emancipação social, e as de Paulo Freire.
Jacotot em 1818 é convidado a ensinar língua francesa a alunos holandeses que ignoravam o francês assim como ele ignorava o holandês, usou como estratégia uma revista bilíngüe Télémaque, e foi surpreendido pelo sucesso dos alunos na execução das atividades, ele não acreditava que os alunos conseguiriam fazer as atividades. Tal descoberta revolucionou suas concepções, pois percebeu que não há necessidade das explicações para haver aprendizagem. Ao contrário, a palavra do mestre emudece a matéria dada, pois condiciona o aprendiz à explicação.
Para Jacotot, quando o mestre transmite seus conhecimentos adaptando as capacidades intelectuais dos alunos e verificando se o aluno entendeu, (princípio da explicação) o que acontece é o embrutecimento, ou seja, uma inteligência foi subordinada a outra inteligência. Houve ensino, mas sem emancipação. Ele propõe o método emancipador, de acordo com Jacotot pode-se ensinar qualquer coisa mesmo sendo ignorante no assunto, mas é preciso emancipar o aluno, ou seja, forçá-lo a usar sua própria inteligência.
A emancipação é a formação para a autonomia, mas ela só pode ser bem sucedida se for um processo coletivo, já que na nossa sociedade a mudança individual não provoca necessariamente a mudança social, mas esta é precondição daquela. A educação deve contribuir, portanto, para o processo de formação e emancipação, contribuindo para criar condições em que os indivíduos, socialmente, conquistem a autonomia.
Segundo Paulo Freire, para que aconteça uma educação emancipadora precisa refletir sobre a própria prática onde a educação precisa centrar-se na vida e introduzir histórias de vida na escola e introduzir vida na educação.
Podemos observar que a educação em EAD apresenta uma educação emancipadora, pois ela é direcionada e pesquisada por vários pensadores, onde podemos criar o conhecimento através de pesquisas, pensamentos, debates e reflexões. Podemos perceber que a EAD tem a possibilidade de contribuir para uma nova postura do educador, que supere o modelo tradicional que existe na educação, pois a distância entre professor e aluno permitirá abrir mão da função do mestre explicador e transmissor de conhecimento, onde o livro, e a tecnologia contribuirá para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos e isso exigira do aluno uma postura ativa, autônoma e responsável no seu processo de aprendizagem.
A educação emancipadora é um processo de aprendizagem, onde o professor atua como o orientador, Nesta metodologia o professor não é o dono do saber que transmite seus conhecimentos e comanda o processo de aprendizagem mas aquele conduz os alunos a buscar o conhecimento.
Podemos observar que nas propostas educativas de Jacotot, promulgada por Raniceri no seu livro: O MESTRE IGNORANTE: cinco lições sobre emancipação social, e as de Paulo Freire.
Jacotot em 1818 é convidado a ensinar língua francesa a alunos holandeses que ignoravam o francês assim como ele ignorava o holandês, usou como estratégia uma revista bilíngüe Télémaque, e foi surpreendido pelo sucesso dos alunos na execução das atividades, ele não acreditava que os alunos conseguiriam fazer as atividades. Tal descoberta revolucionou suas concepções, pois percebeu que não há necessidade das explicações para haver aprendizagem. Ao contrário, a palavra do mestre emudece a matéria dada, pois condiciona o aprendiz à explicação.
Para Jacotot, quando o mestre transmite seus conhecimentos adaptando as capacidades intelectuais dos alunos e verificando se o aluno entendeu, (princípio da explicação) o que acontece é o embrutecimento, ou seja, uma inteligência foi subordinada a outra inteligência. Houve ensino, mas sem emancipação. Ele propõe o método emancipador, de acordo com Jacotot pode-se ensinar qualquer coisa mesmo sendo ignorante no assunto, mas é preciso emancipar o aluno, ou seja, forçá-lo a usar sua própria inteligência.
A emancipação é a formação para a autonomia, mas ela só pode ser bem sucedida se for um processo coletivo, já que na nossa sociedade a mudança individual não provoca necessariamente a mudança social, mas esta é precondição daquela. A educação deve contribuir, portanto, para o processo de formação e emancipação, contribuindo para criar condições em que os indivíduos, socialmente, conquistem a autonomia.
Segundo Paulo Freire, para que aconteça uma educação emancipadora precisa refletir sobre a própria prática onde a educação precisa centrar-se na vida e introduzir histórias de vida na escola e introduzir vida na educação.
Podemos observar que a educação em EAD apresenta uma educação emancipadora, pois ela é direcionada e pesquisada por vários pensadores, onde podemos criar o conhecimento através de pesquisas, pensamentos, debates e reflexões. Podemos perceber que a EAD tem a possibilidade de contribuir para uma nova postura do educador, que supere o modelo tradicional que existe na educação, pois a distância entre professor e aluno permitirá abrir mão da função do mestre explicador e transmissor de conhecimento, onde o livro, e a tecnologia contribuirá para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos e isso exigira do aluno uma postura ativa, autônoma e responsável no seu processo de aprendizagem.
Os sofistas e a metodologia EAD
Os Sofistas
Os sofistas faziam parte de uma classe de mestres gregos que surgiu entre os séculos VI e V a.C. Eram conhecidos como pessoas que detinham conhecimento e dedicavam a instruir e a educar cidadãos, por esse motivo eram considerados no período como os mestres do saber, pessoas capazes de elaborar discursos com grande poder de persuasão. A metodologia sofística baseava na opinião, no jogo de linguagem, na adesão, na presença do orador e do espectador.
Existem alguns sofistas que mais se destacaram Górgias, Protágoras, Pródico e Hípias. Eles trabalhavam sempre com grandes grupos de ouvintes, em assembléias e conferências faziam muitas viagens, pois não permaneciam em um único local por muito tempo.
O conhecimento era repassado através de explicações do mestre, que não se preocupavam com a aprendizagem sendo transmitido para todos ao mesmo tempo e da mesma forma atingindo grandes assembléias querendo que aderissem àquela idéia, sem que pudessem entrar em um consenso.
Podemos observar que a preocupação dos sofistas não era o homem em si, mas sua projeção na sociedade. Eles formularam o princípio do ensinamento como forma de convencer outras pessoas. Utilizavam argumentos para enfraquecer os argumentos verdadeiros em favor do falso ao qual davam uma aparência do verdadeiro. Eles eram considerados falsos sábios, ilusionistas do saber e interesseiros, porque cobravam altas taxas por seus serviços, para transmitir seus conhecimentos.
Comparando a postura dos sofistas com a metodologia em EAD, podemos observar que não existem semelhanças entre elas, pois na EAD não temos um professor para nos ensinar, transmitir informações e conhecimentos como acreditavam os sofistas, pois o professor esta ali apenas para orientar o nosso aprendizado. A aprendizagem é realizada com pequenos grupos onde todos participam da construção do conhecimento. Analisando as propostas metodológicas percebemos que na metodologia sofista o aluno é passivo enquanto na EAD sua postura é ativa, buscando se desenvolvimento por meio de diversos recursos orientado pelo tutor.
Os sofistas faziam parte de uma classe de mestres gregos que surgiu entre os séculos VI e V a.C. Eram conhecidos como pessoas que detinham conhecimento e dedicavam a instruir e a educar cidadãos, por esse motivo eram considerados no período como os mestres do saber, pessoas capazes de elaborar discursos com grande poder de persuasão. A metodologia sofística baseava na opinião, no jogo de linguagem, na adesão, na presença do orador e do espectador.
Existem alguns sofistas que mais se destacaram Górgias, Protágoras, Pródico e Hípias. Eles trabalhavam sempre com grandes grupos de ouvintes, em assembléias e conferências faziam muitas viagens, pois não permaneciam em um único local por muito tempo.
O conhecimento era repassado através de explicações do mestre, que não se preocupavam com a aprendizagem sendo transmitido para todos ao mesmo tempo e da mesma forma atingindo grandes assembléias querendo que aderissem àquela idéia, sem que pudessem entrar em um consenso.
Podemos observar que a preocupação dos sofistas não era o homem em si, mas sua projeção na sociedade. Eles formularam o princípio do ensinamento como forma de convencer outras pessoas. Utilizavam argumentos para enfraquecer os argumentos verdadeiros em favor do falso ao qual davam uma aparência do verdadeiro. Eles eram considerados falsos sábios, ilusionistas do saber e interesseiros, porque cobravam altas taxas por seus serviços, para transmitir seus conhecimentos.
Comparando a postura dos sofistas com a metodologia em EAD, podemos observar que não existem semelhanças entre elas, pois na EAD não temos um professor para nos ensinar, transmitir informações e conhecimentos como acreditavam os sofistas, pois o professor esta ali apenas para orientar o nosso aprendizado. A aprendizagem é realizada com pequenos grupos onde todos participam da construção do conhecimento. Analisando as propostas metodológicas percebemos que na metodologia sofista o aluno é passivo enquanto na EAD sua postura é ativa, buscando se desenvolvimento por meio de diversos recursos orientado pelo tutor.
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